Fitsexuais: Como a obsessão pelo shape e pelo treino redefine relações amorosas

A conexão entre estética, desempenho físico e vida afetiva tem assumido novas dimensões no universo fitness. Com a crescente valorização do corpo nas redes sociais e a exposição constante de treinos, dietas e transformações físicas, a academia deixou de ser apenas um espaço de bem-estar e prática esportiva.
Para muitos, especialmente entre os chamados “fitsexuais”, o estilo de vida fitness transcendeu um simples hábito, influenciando escolhas pessoais, comportamentos sociais e até relacionamentos.
A influenciadora fitness Karol Rosalin, de 26 anos, percebe esse fenômeno no dia a dia das academias e nas interações online. Segundo ela, homens excessivamente focados no corpo, na performance e na aprovação estética têm colocado a aparência como prioridade máxima, inclusive na hora de escolher parceiros.
“Tem homem que prefere faltar a um encontro a faltar ao treino. A vida da pessoa passa a girar em torno do corpo, da dieta e da validação que recebe por isso”, comenta Karol.
Para a modelo, esse comportamento transformou o corpo em um critério central nas relações amorosas.
“Muita gente só consegue se relacionar com quem compartilha o mesmo estilo de vida fitness. O shape virou filtro para tudo”, explica.
Karol observa também que a academia se tornou um espaço que vai além da saúde e do treino. Hoje, segundo ela, é também um ambiente de observação social e aproximação amorosa.
“Há quem marque o primeiro encontro na academia para avaliar treino, corpo, disposição e disciplina antes de qualquer outra coisa”, relata.
Na visão da influenciadora, a obsessão pela aparência pode tornar as conexões mais superficiais e condicionadas à estética.
“Alguns homens analisam percentual de gordura antes de convidar alguém para sair. Em vez de avaliar compatibilidade, olham o abdômen. A academia virou um Tinder fitness”, conclui.
Fonte: O Globo.




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