Dia do Profissional de Educação Física: JP França destaca importância da orientação na corrida de rua
- Tiago Queiróz
- há 1 dia
- 3 min de leitura

O Dia do Profissional de Educação Física, celebrado em 1º de setembro, é uma oportunidade para discutir como a profissão vem acompanhando as mudanças nos hábitos esportivos da população. Modalidades que ganharam força nos últimos anos, como a corrida de rua, o treinamento funcional, o cross training, o beach tennis e outras práticas ao ar livre, ampliaram a procura por orientação especializada.
Educador físico e treinador da assessoria esportiva Runners Club, João Paulo França, conhecido pelo famooso “Aquecimento de Milhões”, acompanha de perto esse movimento. Para ele, a diversificação das práticas esportivas também ampliou os espaços de atuação dos profissionais.
“Antigamente, o profissional de Educação Física tinha dois campos de atuação: licenciatura para ser professor em escola ou bacharelado para ser professor de academia. Hoje, a profissão vem ganhando notoriedade e espaço para trabalhar”, explica.
Segundo João Paulo, a presença do profissional nos locais de treinamento é fundamental para garantir a execução adequada das atividades.
“A corrida de rua, o beach tennis, o cross training, o Hyrox e o triathlon precisam do profissional in loco para conduzir as sessões de treinamento”, afirma.

Orientação é fundamental para quem está começando
O crescimento da corrida e de outras atividades físicas também reforça a importância de uma orientação adequada, principalmente entre os iniciantes. Para João Paulo, intensidade, carga, volume, descanso e tempo de execução devem ser ajustados às características de cada praticante.
“Quem tem gabarito para fazer essa mensuração é o profissional de Educação Física, que avalia o aluno respeitando as suas limitações para que ele consiga entregar a tarefa sem danos físicos. Na corrida de rua, um dos erros mais frequentes é tentar acompanhar atletas ou corredores que já possuem uma trajetória consolidada. Os iniciantes pecam pelo excesso. Querem acompanhar pessoas que já têm uma trajetória na atividade, que possuem lastro e volume de treino, e acabam querendo fazer o mesmo. Esse comportamento pode resultar em lesões de diferentes níveis, desde problemas mais leves até quadros mais graves”, alerta.
Outro ponto destacado pelo treinador é o uso inadequado de equipamentos voltados ao alto rendimento, como os tênis com placa de carbono.
“Outro comportamento que chama a atenção é a busca por equipamentos utilizados por atletas de alto rendimento como uma tentativa de melhorar rapidamente a própria performance. Temos como exemplo os chamados tênis de placa, desenvolvidos com características voltadas para desempenho e competição. Há pessoas que utilizam esses equipamentos sem ter condições físicas para isso. A evolução precisa acontecer de maneira progressiva, respeitando o nível de condicionamento e as características individuais de cada corredor”, afirma.

Alta performance exige acompanhamento
Para quem busca resultados mais expressivos, o acompanhamento profissional se torna ainda mais criterioso. Segundo João Paulo, o trabalho exige conhecimento específico para conciliar evolução e preservação da saúde.
“Trabalhar performance requer que o profissional tenha algumas qualificações e especializações para elaborar treinamentos capazes de promover evolução sem deixar a saúde em segundo plano. Requer treinos mais específicos e intensos”, explica.
O treinador também ressalta a importância de observar a recuperação do atleta entre as sessões.
“A vigilância se torna maior, pois é necessário acompanhar e saber a rotina do aluno ou atleta, que precisa ter o descanso respeitado e feito”, explica.
Para João Paulo, a atuação do profissional de Educação Física vai além da prescrição de exercícios e ganhou importância à medida que a atividade física passou a ser vista também como ferramenta de saúde e qualidade de vida.
“A mudança na percepção sobre a atividade física fez com que o exercício deixasse de ser associado exclusivamente à estética e passasse a ocupar um espaço maior na busca por qualidade de vida. Hoje temos artigos e revistas científicas que evidenciam o nosso trabalho. A mudança de hábito deixou de ser vinculada à estética e agora faz parte de um estilo de vida saudável”, conclui.




Comentários