Corrida Saúde Crônica: Professor Renato Maia destaca esporte como aliado da saúde e inclusão

Professor, corredor e um dos diretores técnicos da 1ª edição da Corrida Saúde Crônica, Renato Maia acompanha de perto o crescimento da corrida de rua na Bahia. Durante a prova, realizada no último domingo (20), no circuito Barra/Ondina, em Salvador, ele destacou o papel da modalidade como instrumento de promoção da saúde física e mental e defendeu a realização de eventos que mantenham o esporte e a inclusão no centro da programação.
Para Renato, o aumento do número de provas também revela uma mudança no comportamento de quem procura a corrida.
“A corrida de rua vem crescendo muito. Hoje você vê cinco, seis provas na região. Mas o principal é justamente incentivar e fomentar a prática de atividade física como promotora da saúde, não só física, mas também mental. É muito bom perceber que a população está buscando a corrida como uma forma de ganhar saúde”, afirmou.
Com experiência na organização técnica de provas e participação no movimento da corrida de rua na Bahia, Renato observa que muitos corredores incorporaram a modalidade à rotina. Segundo ele, mais do que competir, essas pessoas encontram na corrida uma maneira de cuidar do próprio bem-estar.
“A grande maioria das pessoas hoje utiliza a corrida como uma prática de atividade física diária para estar bem. Então, quando você consegue associar uma prova a esse propósito de promoção da saúde, você amplia a importância daquele evento para além da competição”, explicou.
Inclusão como parte da corrida
Outro ponto destacado pelo professor é a participação de atletas com deficiência. Para Renato, a inclusão precisa estar integrada à estrutura das provas, reconhecendo o esforço de corredores PCD que mantêm uma rotina de treinamento semelhante à de outros participantes.
“É uma corrida que tem propósito. É uma corrida inclusiva, que valoriza o atleta PCD, que treina como todos os outros atletas e se dedica diariamente. A prova tem premiação, tem confraternização, tem festa, mas também valoriza essas questões que são importantes”, ressaltou.
Para o professor, o aspecto comercial faz parte desse processo, mas não deve afastar as provas de objetivos relacionados à saúde e à inclusão.
“Hoje a corrida é muito comercial, sim. Mas é importante que algumas provas tenham propósito e não pensem somente no lado comercial. Muitas vezes, outras questões importantes acabam ficando de lado. Quando uma corrida consegue trabalhar saúde, inclusão e esporte, ela cumpre uma função que vai além da própria competição”, afirmou.




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