“Caldo de Cana do Salah”: Vendedor transforma barraca na Praia da Paciência em ponto de encontro de corredores
- Tiago Queiróz
- há 3 dias
- 2 min de leitura

Lucas Lima, 30 anos, ganhou destaque nas redes sociais ao mostrar a rotina que divide entre a venda de caldo de cana na Praia da Paciência, no Rio Vermelho, em Salvador, e os treinos como corredor de rua. Natural de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, ele vive na capital baiana há três anos e, há dois, comanda o “Caldo de Cana do Salah”.
O apelido surgiu nos tradicionais “babas” de praia. A semelhança com o atacante egípcio Mohamed Salah rendeu a comparação imediata.
“Pela aparência, pela maneira de jogar e pela minha disposição em campo”, explica, aos risos.
Antes de se tornar conhecido na orla do Rio Vermelho, Lucas chegou a apostar na carreira de modelo. Em 2015, foi eleito “Garoto Morrense” em sua cidade natal.
“Recebi faixa e tudo. Participava de desfiles e eventos na região. Mas não segui carreira por falta de oportunidades. Passei por altos e baixos, tive a autoestima abalada, perdi dentes e isso mexeu muito com meu sorriso”, relembra.
A virada veio há dois anos, quando percebeu que havia pouca oferta de caldo de cana na região. Decidiu investir no negócio, mas com um diferencial: a forma de apresentar o produto nas redes sociais.
“Tinha algumas opções na praia, mas não tinha caldo de cana. Eu faço fotos, vídeos, mostro o dia a dia e a venda acontece de forma diferente. Sabia que também iria atrair atletas e artistas.”
O público diversificado confirma a aposta. Entre os clientes já atendidos por Lucas estão os atores Milhem Cortaz e Rocco Pitanga, além de artistas baianos como Bell Marques e Pipo Marques, o cantor Rick Bandeira e o influenciador Sandro Silva, conhecido como “O Supervisor”.
“A turma da corrida já adotou o espaço. Virou o point deles também.”

Para ele, o sucesso vai além da bebida.
“Não é só o caldo de cana. É a maneira como tudo acontece: a recepção, o atendimento, a humildade e a visibilidade que muitos gostam. Esse é o nosso diferencial.”
A paixão pela corrida começou ainda na adolescência, aos 16 anos.
“Nas provas que participei em Morro do Chapéu, comecei a ganhar e percebi que levava jeito. A corrida sempre me ajudou a superar desafios.” Acostumado às serras e trilhas da Chapada, ele hoje intercala treinos em asfalto e pista, aproveitando a estrutura do Rio Vermelho. “Gosto de treinar velocidade. A corrida de rua também vem muito do lugar onde moro.”
Casado e pai de dois filhos, Lucas concilia a rotina na barraca com os treinos. No verão, costuma abrir cedo para aproveitar o movimento. Já no inverno, prioriza a família e a corrida antes de seguir para a praia.
“É só colocar Deus na frente que tudo dá certo. Tenho também o apoio da minha mulher, que chega junto comigo na barraca”, afirma.
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