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Atleta paralímpico Josenilton Souza conquista título nos 21 km da Maratona Salvador

Foto do escritor: Tiago Queiróz
Tiago Queiróz
há 1 dia
2 min de leitura

Atualizado: há 3 horas



Por Luis Lago


O atleta paralímpico Josenilton Souza dos Santos, de 43 anos, conquistou neste domingo (27) o primeiro lugar na categoria 21 km PCD da Maratona Salvador. Natural de Nova Itarana-BA, o corredor completou a prova em 1h07’21”, somando mais um título à trajetória construída no esporte adaptado.


Com um currículo marcado por resultados expressivos, Josenilton já conquistou o 1º, 2º, 3º e 4º lugares na tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, além de pódios nas Maratonas Internacionais de São Paulo e do Paraná.


Antes de se dedicar às corridas, o atleta iniciou no esporte paralímpico em provas de arremesso de peso, dardo e disco. A busca por uma modalidade que exigisse mais esforço físico, porém, levou Josenilton à corrida.


“Comecei a competir com arremesso de peso, dardo e disco, mas observei que, para mim, era um esporte sem muito esforço, muito parado. Falei: não, quero algo que me exija mais. Antes do acidente, trabalhei como pedreiro, então queria algo que me desafiasse, que exigisse o meu melhor. Foi aí que nasceu essa grande paixão”, conta.

Para Josenilton, cada competição também representa uma etapa de sua recuperação pessoal após o acidente que mudou sua rotina. Segundo o atleta, o esporte teve papel importante na adaptação à nova realidade.


“Toda vez é uma superação. Pensar que, de uma hora para outra, você passa por uma situação em que precisa ser cuidado pelos outros é muito difícil. Se a pessoa não tiver uma cabeça boa, entra em depressão facilmente. Graças a Deus, tirei de letra e entendi que o esporte é tudo na nossa vida”, afirma.

O corredor também chama atenção para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o esporte adaptado. Josenilton conta que só teve contato com a modalidade depois de receber orientação de uma fisioterapeuta em São Paulo.


“Eu não sabia quase nada sobre esporte adaptado. Quando a gente não passa por um acidente, acaba não prestando atenção a esse segmento. Foi através de uma fisioterapeuta em São Paulo que conheci a modalidade. Me permiti conhecer um pouco mais e ali minha paixão nasceu. Hoje eu simplesmente não vivo sem a corrida”, revela.

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