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Corrida Saúde Crônica: Dra. Marilea celebra inclusão e participação de atletas em Salvador

Foto do escritor: Tiago Queiróz
Tiago Queiróz
há 2 dias
2 min de leitura

O domingo começou cedo e com tênis nos pés no circuito Barra-Ondina, em Salvador. Cerca de 1,8 mil inscritos participaram da 3ª Corrida Saúde Crônica, realizada neste domingo (20), em uma manhã que combinou corrida, inclusão, convivência e promoção da saúde. Organizada pela Fundação José Silveira, a prova tem como proposta estimular hábitos que contribuem para uma vida mais saudável.


Uma das idealizadoras da corrida, a médica gastroenterologista e maratonista Dra. Marilea Souza acompanhou a prova e destacou que o objetivo do evento vai além da competição. A proposta é utilizar a corrida como uma ferramenta de conscientização sobre diferentes aspectos que influenciam a qualidade de vida.

“O propósito básico dessa corrida é mostrar a importância dos pilares para uma vida saudável. Não estamos falando apenas de exercício físico, mas também de sono adequado, alimentação, interações e conexões sociais. A gente precisa olhar para a saúde de uma forma mais ampla e seguir nessa pegada, mostrando que cuidar da saúde pode fazer parte da nossa rotina.”

A adesão dos corredores foi um dos destaques da terceira edição. Segundo Marilea, a procura pela prova superou a expectativa da organização, reforçando a proposta de criar um evento aberto a diferentes públicos.


“Essa adesão me deixa muito feliz. A gente quer mostrar que essa corrida é para todos. Queremos que as pessoas participem com leveza, com alegria, porque é isso que precisamos: tornar a vida mais leve. Quando conseguimos reunir diferentes pessoas em torno do esporte, da família e da saúde, percebemos que o propósito da corrida está sendo alcançado.”

Inclusão também corre


A diversidade dos participantes também esteve presente na prova. A organização deu atenção especial aos atletas com deficiência (PCD), com categorias específicas, pódio e premiação financeira.


Para Marilea, a inclusão foi uma preocupação desde a concepção do evento e deveria estar entre as prioridades de uma corrida pensada para diferentes perfis de atletas.

“A gente pensou em quem são os corredores para os quais temos que fazer essa corrida e no que eles querem. A nossa ideia é dizer que todo mundo tem que participar. Por isso, organizamos categorias, pódio e premiação financeira, para que esses atletas também tenham seu espaço e sejam valorizados dentro da prova.”


Segurança antes da largada


Para que a experiência dos corredores seja positiva, porém, existe uma operação que começa muito antes da largada. Segundo Marilea, garantir a segurança e o bem-estar dos participantes é um dos principais desafios de organizar uma prova desse porte.


“. A gente precisa pensar em como fazer uma corrida segura, tranquila, em que todos possam participar, e ao mesmo tempo manter esse clima de energia, alegria e leveza. Nosso propósito é transformar uma manhã de domingo em uma manhã de festa, trazendo a família, o adulto, o idoso, a criança, todo mundo para participar.”

Maratonista, Marilea vê uma diferença importante entre disputar uma prova convencional e participar de um evento que tem a saúde como propósito central.



“É diferente, porque a gente corre focado no objetivo. E o objetivo é esse: precisamos ter uma saúde sustentada. Quando falamos que o brasileiro está vivendo mais e que a expectativa de vida aumentou, não podemos falar apenas em viver mais. Precisamos falar em viver mais com saúde. É isso que temos que buscar.”

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