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Aos 71 anos, Fera Corredor soma 53 anos de provas e transforma a corrida em estilo de vida

  • Foto do escritor: Tiago Queiróz
    Tiago Queiróz
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Presença conhecida e carismática nas corridas de rua da Bahia, Isaías Betencourt, mais conhecido como "Fera Corredor", é um exemplo de dedicação ao esporte e de amor pela atividade física. Aos 71 anos, ele acumula 53 anos de participação em provas e garante que não perde uma corrida, faça chuva ou faça sol.



Mais do que um esporte, a corrida representa qualidade de vida e equilíbrio emocional para Isaías. Segundo ele, a prática é fundamental para o seu bem-estar físico e mental.


"A corrida pra mim é o meu remédio. A corrida é minha terapia. É tudo do melhor que você pensar", afirma.

A relação com a atividade física começou ainda na adolescência. Embora tenha iniciado oficialmente nas provas de rua em 1973, Isaías já praticava ciclismo e corridas antes disso. Desde então, nunca mais abandonou o esporte.


"Eu já participei de todos os esportes, mas a corrida ficou na minha história. Pra mim é felicidade, é amor, é a melhor coisa que existiu", destaca.


Atualmente, ele treina com o grupo Mania de Correr, ao lado do também atleta Junior Cavalcanti, e integra o coletivo Correr pra Vida. Segundo o corredor, os dois grupos o acolheram e desempenham um papel importante no fortalecimento de sua paixão pelo esporte.


"Minha rotina de treinos é às terças e quintas-feiras, na Avenida Garibaldi, das 5h às 7h. Treino com uma galera fantástica, formada por jovens trabalhadores que se dedicam ao esporte. Faço parte do grupo Mania de Correr e, depois de cada treino, a gente sempre confraterniza e faz uma boa resenha. Esse momento de convivência também faz parte da corrida", conta.


O apelido pelo qual ficou conhecido entre os corredores surgiu de forma inusitada e tem relação com sua profissão. Há muitos anos, ele atua com decoração de eventos e montagem de vitrines, atividade que acabou inspirando o nome pelo qual passou a ser chamado nas corridas.


"O 'Fera' surgiu em 1977, durante um trabalho que fiz na Barra. Montei um cenário inspirado em filmes de bangue-bangue, com uma pegada country. Foi um trabalho realmente diferente. A turma gostou e começou a dizer: 'Esse cara é fera'. O apelido pegou e ficou até hoje. Todo mundo me conhece assim".


Ao longo de mais de cinco décadas nas pistas, Isaías testemunhou uma verdadeira transformação na corrida de rua na Bahia. Para ele, o crescimento do número de participantes está diretamente ligado à busca por saúde e qualidade de vida.


"Antigamente era difícil ter um número grande de atletas numa prova. Hoje dá 12 mil atletas. Todo mundo abraçou a corrida como saúde e saúde mental. É uma coisa fantástica", observa.

Pai de três filhos, Isaías conta que toda a família foi influenciada por sua paixão pelas corridas.


"Não são tão assíduos como eu, mas ttodos mantêm o hábito de correr nos finais de semana", explica.

Fera corredor @feracorredor, Isaías segue inspirando corredores de diferentes gerações e mostrando que a idade não é um limite para quem encontra no esporte um propósito de vida.


"Vamos que vamos, gente. Vamos correr pra vida", resume o veterano atleta.



 
 
 

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